terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fazer Amor!!!

Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo insosso...

Fazer amor é coisa séria demais...

Desses que dão faito fome trivial, nascida da gula descuidada, aplacada sem zelo...

Sem compostura, sem respeito, atendendo exclusivamente a voracidade do apetite.

Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra alma...

Desvendando véus, descobrindo prufundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa com delicadeza...

Porque a alma tem tessitura de cristal, deve ser tocada nas levezas, apalpada com amaciamaento...

Até que o corpo descubra cada uma das suas funções.

Quando descoberta acontece é que o ato de amor começa.

As mãos se deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens...

A boca vai acordando e retirando gostos, provocando os sabores...

Bebendo a seiva que jorra das nascente, escorrendo em dons...

É o côncavo e o convexo em amorosa conjunção...

Fazer amor é ressurreição!!!

É nascer de novo no abraço que aperta sem sufocamento...

No beijo que cala a sede gritante...

Na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.

Vale chorar, vale gemer, vale gritar...

Poquer ai já se chegou ao paraíso...

Qualquer som ha de sair melódico e afinado, seja grave, agudo, pianinho...

Há de ser o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.

Corpos se ajustaram, almas se matizaram...

Feze-se o...

ÊXTASE!!!

É o instante da paz é a escritura da serenidade!

E os amantes em assunção pisam eternidade!!!











Um comentário:

  1. Os versos erectos
    serão o prazer
    de orgiacas madrugadas,
    penetrando
    entre o prazer e a fúria
    como ondas alucinadas!

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